Dieese faz balanço das greves do primeiro semestre de 2025

15/01/2026

O DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – apresenta, neste estudo, um panorama das greves ocorridas no Brasil no primeiro semestre de 2025, com a  identificação de suas principais características. Os dados analisados foram extraídos do Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG-DIEESE), que reúne informações sobre as mobilizações realizadas pelos trabalhadores brasileiros desde 1978 e conta, atualmente, com mais de 40 mil registros. As informações do SAG-DIEESE são obtidas por meio de notícias veiculadas em jornais impressos e eletrônicos da grande mídia e da imprensa sindical.

Apresentação

Comparado ao primeiro semestre do ano anterior, os números das greves do primeiro semestre de 2025 aumentaram de 462 para 536, o que representa um crescimento de 16%. Nas empresas estatais, o aumento foi de 19 para 34 greves (79%) e nas empresas privadas, de 192 para 282 (47%). Por outro lado, as greves no funcionalismo público diminuíram de 251 para 219 (-13%).

Assim, em 2025 – de modo diverso do ano passado – as greves na esfera privada predominam, ainda que de modo pouco pronunciado, sobre aquelas da esfera pública. Mais de dois terços (70%) das greves no funcionalismo público ocorreram no nível administrativo municipal e cerca de metade (49%) foi deflagrada por profissionais da educação. Quase dois terços (63%) das pautas de reivindicações dessa esfera fazem menção ao reajuste de salários.

A seguir – e significativamente – vêm as reivindicações por mais investimento e melhor administração dos serviços públicos (49%), os protestos contra os governantes (42%) e as demandas por melhores condições de trabalho (38%). Nas empresas estatais, trabalhadores urbanitários foram responsáveis por 29% das greves deflagradas; trabalhadores das comunicações (majoritariamente dos Correios, mas também da Empresa Brasil de Comunicação), por 21%; e bancários, por 15%.

Itens relativos às condições de trabalho compuseram 32% das pautas de reivindicações; necessidade de novas contratações, 21%; condições do local onde o trabalho é realizado, 21%; condições de segurança, 18%; e protestos contra os governos também estiveram presentes em 18%. Reivindicações salariais registram frequência menor que 15%.

 
 
 
Fonte: Dieese
 

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