Campinas possui 24 bairros com alto risco de transmissão da dengue

20/01/2026

Os casos confirmados de dengue em Campinas chegaram ontem a 29, com mais 450 em investigação. O número representa 63% do total de igual período do ano passado, de acordo com dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses. O Centro de Saúde (CS) do Paranapanema é o que mais tem notificações, com 4 e incidência de 15,2% por 100 mil habitantes. Em segundo aparece o CS do São Bernardo, com 3 e incidência de 6%.

 
A Secretaria Municipal de Saúde de Campinas também divulgou o 3º Alerta Arboviroses do ano e colocou 24 bairros com alto risco de transmissão da doença e combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite ainda a zika e a chikungunya. 
 
Os bairros com alto risco de transmissão são na região Leste, Jardim Nilópolis, Parque São Quirino, Vila Nogueira; Noroeste, Parque Valença 1 e 2, Residencial São Luis, Jardim Sulamérica, Jardim Santa Rosa, Chácaras Cruzeiro do Sul; Norte, Village, Jardim Eulina; Sudoeste, DIC I, Profilurb, Jardim Ouro Verde; Sul, Jardim Campo Belo 1, 2 e 3, Jardim São João, Cidade Singer 1 e 2; e Suleste, Jardim Dom Nery, Vila Satúrnia, São Bernardo, Fundação Casa Popular. 
 
O objetivo do alerta é estimular a população a intensificar a verificação de criadouros em casa e orientar sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da doença. Além disso, o alerta reforça a comunicação com moradores das áreas em foco. As ações para eliminar os criadouros serão reforçadas e é importante que recebam os agentes que estão trabalhando nos bairros. As orientações valem para toda cidade, incluindo bairros listados na semana anterior e que não aparecem nesta edição. 
 
A Saúde considera uma série de indicadores para elaborar o material, entre eles, incidência de casos, eventual registro de nova transmissão, necessidade de reforçar trabalhos por causa de imóveis sem acesso, densidade populacional e a comunicação sobre ações dos agentes. O alerta também se aplica aos bairros menores que estão no entorno das regiões indicadas no material. 
 
“A luta contra as arboviroses exige uma contrapartida de toda a sociedade. A Prefeitura mantém um programa de controle e prevenção da doença. Mas cada cidadão precisa fazer a sua parte, destinando corretamente os resíduos e evitando criadouros. Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde aponta que 80% dos criadouros estão dentro de casa”, cita a nota da Secretaria Municipal. 
 
Para acabar com a proliferação do mosquito é preciso evitar acúmulo de água em latas, pneus e outros objetos. Os vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias e o pratinho deve ser retirado, ou limpo com bucha, água e sabão a cada 7 dias. É importante, também, vedar a caixa d’água. Os vasos sanitários que não estão sendo usados devem ficar fechados. 
 
Dúvidas sobre a identidade dos agentes podem ser esclarecidas pelo telefone 156 (de segunda a sexta) ou com a Defesa Civil pelo telefone 199 (fins de semana e feriados). 
 
A DOENÇA 
 
A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles pode progredir para formas graves, inclusive com desfecho óbito. A quase totalidade dos óbitos por dengue é evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde. 
 
Segundo o Ministério da Saúde, toda pessoa que apresentar febre entre 39 °C a 40 °C, de início repentino e apresentar pelo menos duas das seguintes manifestações – dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos – deve procurar imediatamente um serviço de saúde a fim de obter tratamento oportuno. 
 
Os sinais e sintomas mais comuns de dengue são febre alta, dor de cabeça e/ou atrás dos olhos, enjoo, moleza, dor nas articulações, manchas vermelhas no corpo. Os sinais e sintomas de alerta para dengue grave são dor na barriga intensa, vômitos frequentes, tontura ou sensação de desmaio, dificuldade de respirar, sangramento no nariz, gengivas e fezes, cansaço e/ou irritabilidade. 
 
Passada a fase crítica da dengue, o paciente entra na fase de recuperação. No entanto, a doença pode progredir para formas graves que estão associadas ao extravasamento grave de plasma, hemorragias severas ou comprometimento de grave de órgãos, que podem evoluir para o óbito do indivíduo. 
 
Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém indivíduos com condições preexistentes com as mulheres grávidas, lactentes, crianças (até 2 anos) e pessoas com mais de 65 anos têm maiores riscos de desenvolver complicações pela doença.
 
 
Fonte Correio Popular
 

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