As múltiplas formas de violência contra as mulheres

13/03/2026

 Em 8 de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Durante todo o mês, ocorrem intensas mobilização e re?exão para dar visibilidade à luta pela igualdade de gênero. Em 2026, o cenário enfrentado é especialmente preocupante, pois às desigualdades enfrentadas no mercado de trabalho soma-se o recrudescimento da violência contra a mulher no país. Casos divulgados mais recentemente evidenciam não apenas a brutalidade dos crimes, mas também fragilidades institucionais no enfrentamento do problema. 

 
O feminicídio teve crescimento signi?cativo na última década. A maioria das vítimas são mulheres negras, assassinadas dentro das próprias casas, frequentemente por companheiros ou ex-companheiros. A violência, portanto, atravessa o espaço privado, enraizada em estruturas sociais, econômicas e culturais que naturalizam a desigualdade entre homens e mulheres. 
 
Essa estrutura também se manifesta no mercado de trabalho. A autonomia econômica é elemento central para o rompimento de ciclos de violência. No entanto, mesmo em contexto recente de melhora dos indicadores do mercado de trabalho, as desigualdades de gênero e raça persistem e limitam as condições de emancipação feminina. 
 
Este Boletim analisa as múltiplas dimensões da violência contra as mulheres e as conexões com o mercado de trabalho brasileiro, destacando o caráter estrutural da desigualdade e a necessidade de respostas coletivas e institucionais.
 
 
 
Fonte: Dieese 

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