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critica fim da demissão sem justa causa
07 de dezembro de 2007 às 16:00
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva anunciou que enviará, em breve, ao Congresso
Nacional, uma proposta para impedir que as empresas possam demitir
trabalhadores sem justa causa, como resposta à marcha das
centrais sindicais contra as chamadas demissões "imotivadas".
Porém, de acordo com a advogada trabalhista, Daniela Santino,
do escritório Correia da Silva Advogados, essa medida pode
representar um passo para trás nas ações do
governo pela formalização do emprego.
“Com a medida, os empresários buscarão
contratações alternativas, evitando a contratação
por prazo indeterminado e diretamente com a empresa. Muito provavelmente,
as empresas optarão por outras formas de contratação,
acabando por incentivar a informalidade”, afirma a advogada.
Daniela Santino acredita que a proposta do governo
pode aumentar a oferta de trabalho por prazo determinado, temporário,
a prestação de serviços por meio de pessoas
jurídicas, as terceirizações e as contratações
por meio de cooperativas, entre outras, principalmente porque nessas
não haverá qualquer restrição para a
rescisão desmotivada.
“Em razão das limitações
impostas aos empregadores, diminuirão os postos de trabalho
permanentes e as contratações diretas e sem prazo
determinado”, esclarece.
A advogada explica que a Constituição
Federal, em seu art. 7º, defende a relação de
emprego contra as dispensas imotivadas e arbitrárias, mas
deixa a cargo da legislação complementar a definição
das minúcias. Para Daniela, “como não há
legislação complementar a regular esse assunto, o
texto constitucional carece de efetividade”.
“A saída para o aumento da oferta de
empregos não é o engessamento do poder de direção
do empregador, mas sim a diminuição dos encargos incidentes
sobre a folha de pagamento. Na verdade, a medida é populista
e causa a falsa impressão de que os empregos formais aumentarão.
Isso é um engano”, afirma.
Fonte:
Administradores.com.br
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