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Ministério
do Trabalho e MPT atacam jornada 12x36 e querem fim do duplo
emprego na saúde
A
jornada especial de trabalho na área da saúde - mais especificamente
a de 12x 36 h - é avaliada como prejudicial à saúde dos trabalhadores
sob a ótica do Ministério Público do Trabalho e do Ministério
do Trabalho. A prática é combatida pelos órgãos desde 2005
e, nesse período, a defesa do direito dos trabalhadores pela
FETSESP levou o Ministério do Trabalho a adotar uma postura
de tolerância em relação ao direito. Como tolerância não significa
reconhecimento do direito como algo sadio e digno de respeito,
a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo
(SRTE/SP) estuda a viabilidade de baixar uma portaria proibindo
o segundo emprego na área da saúde, que ao ver de seus técnicos
colaboraria para a salubridade da jornada.
Medida
limita a liberdade constitucional
Edison
Laércio de Oliveira, presidente da FETSESP vê a celeuma com
maus olhos. Experiente na batalha trabalhista e habituado
a negociar com os setores empresarial e governamental, Edison
afirma que tal limitação à liberdade do trabalhador da saúde
é inconstitucional. “Não se pode esquecer que emprego é direito
do trabalhador”, assinala.
Ele
alerta os trabalhadores sobre a seriedade do assunto e afirma
que a batalha será árdua e os profissionais da saúde podem
estar certos de que a manutenção da jornada especial de trabalho
vai exigir organização e mobilização da categoria. “Todo o
conflito esconde um objetivo que, se atingido, será uma catástrofe
para a categoria da saúde, que é a perda da jornada especial
e a volta da jornada de 8 horas diárias, o que significaria
um acréscimo de 60 horas de trabalho a mais no mês, sem a
respectiva majoração salarial”, avisa Edison.
Sindicalistas
defendem trabalhadores
E
foi para defender o direito dos trabalhadores que Edison e
outros sindicalistas da saúde estiveram, no dia 14 de fevereiro,
na Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo, a convite
da Superintendente, Lucíola Rodrigues Jaime. Cerca de 30 pessoas,
representando estabelecimentos de saúde e trabalhadores, debateram,
por quatro horas, a questão da jornada e a viabilidade da
portaria pretendida pela Superintendência.
A
reunião foi promovida junto à comissão formada no órgão para
discutir a implantação da NR-32. A superintendente, Lucíola
Jaime, deixou clara a sua posição contrária a jornada 12x36
e defesa da portaria que viria a regular o mercado.
Os
sindicalistas lembraram os prejuízos financeiros que a medida
geraria para os trabalhadores, além do aumento da carga horária
se houver o retorno à jornada de 8 horas e defenderam o esquema
12x36, que soma 180 horas mensais contra as 240 da jornada
de 8 horas.
Além
disso, foi solicitado aos técnicos da Superintendência em
exigir o cumprimento da NR-32, fato que por si, comprovaria
ao órgão onde realmente estão os problemas de saúde para os
trabalhadores. “Os profissionais da saúde não sofrem porque
trabalham 12x36. O problema deles é a falta de funcionários
nos setores, a falta de treinamento e de cumprimento das normas
de saúde e segurança dentro dos hospitais. Por que a Superintendência
não ataca este assunto que é da maior seriedade e importância
tanto para os trabalhadores quanto para a população?”, indaga
Edison de Oliveira.
Outro
assunto que na opinião do sindicalista deve ser priorizado
pela Superintendência é a terceirização fraudulenta que campeia
a área da saúde. O assunto também mereceu atenção na reunião
e a Superintendência pretende focar a fiscalização, no Estado,
neste problema. “Pois que façam isso primeiro, pois a terceirização
tem de ser coibida na área da saúde, onde todas as funções
fazem parte da atividade fim do setor, que é proporcionar
cuidados à saúde do cidadão e cidadã. Depois é preciso que
o MT e MPT exijam o cumprimento da NR-32 e só depois de tudo
isso poderemos discutir a jornada especial de trabalho, que
foi conquistada a duras penas pelos trabalhadores”, avalia
Edison.
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Plenária
da reunião no momento em que manifestava-se a Superintendente
Regional do Trabalho do Estado de São Paulo, Dra Lucíola
Rodrigues Jaime.
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Dra Lucíola
Rodrigues Jaime
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Presidente
da Federação Edison Laercio de Oliveira manifesta-se
na plenária sendo ouvido atentamente pela superintendente.
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Vista completa
da plenária, concorrida visto a importância do tema
para os trabalhadores da Saude.
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Presidente
das Federação relata à plenária o histórico da jornada
especial e sua importância para a família do trabalhador
da saude.
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Fotos: Gustavo Detílio
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