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Operação
Resgate à Saúde
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O
presidente da Federação, Edison Laércio:
audiência com o Ministro da Previdência
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Uma força-tarefa
que reúne representantes de trabalhadores e empregadores
da área da Saúde está em ação
para conseguir verbas para que hospitais do Brasil inteiro consigam
sanarem suas dívidas de INSS com os trabalhadores e saírem
do vermelho.
Capitaneada pelo
presidente da Federação da Saúde, Edison Laércio
de Oliveira, e por representantes de quatro hospitais da região
de Campinas - Orestes Mazzariol Júnior (diretor comercial do Hospital
Albert Sabin de Campinas); Arly de Lara Romeo (presidente da Sociedade
Portuguesa de Beneficência de Campinas) e José Álvaro Leme (provedor
da Santa Casa de Bragança Paulista) - a força-tarefa esteve
reunida com a direção do Banco Nacional de Desenvolvimento
Social (BNDS) para discutir linhas de crédito especial para
Hospitais e agora irá até o ministro da Previdência,
Nelson Machado,
solicitar que ele interfira na questão.
"Seja por problemas
estruturais ou administrativos, ainda por redução
de repasses de convênios, o fato é que os hospitais
estão na pindaíba. E isso não é uma
situaçào de agora, mas sim algo que veio se desenvolvendo
nos últimos 30 anos. No enanto, é fato que sem eles
o sistema de saúde entrará em colapso, então
temos de fazer alguma coisa, e rápido", diz Edison.
Mazzariol Júnior,
do Albert Sabin, concorda. Ele acrescenta que, nas últimas
três décadas, os hospitais também vêm
perdendo receita em decorrência da desospitalização
dos pacientes, do homecare e da não-racionalização
de custos. "Tudo isso levou a uma situaçào insustentável.
Muitos hospitais - em especial filantrópicos - já
não recolhem INSS dos funcionários e às vezes
até parcelam salários. Por isso é importante
que haja esta união das empresas e dos trabalhores, pois
os empregos estão em jogo e deste modo teremos mais força
para negociar", diz.
A idéia da
visita ao BNDS era conseguir crédito para que os hospitais
reequilibrassem financeiramente as instituições. No entanto, um
problema inviabiliza as tais linhas: de acordo com a Constituição
Federal, é proibido conceder crédito para devedores
do INSS.
"Por isso estamos
marcando uma audiência com o Ministro, pois acreditamos que
esta situaçào possa ser revertida em uma instância
superior, por meio de uma medida provisória', diz Edison.
"E também agendaremos uma audiência com o presidente
do BNDS, porque é possível contornar o problema do
INSS por meio de uma triangulação de recursos",
completa Mazzariol Júnior.
Ele explica que
esta triangulação poderia ser feita da seguinte forma:
o BNDS libera os recursos aos hospitais. Com estes prestam serviços
ao SUS e recebem por isso do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica
Federal, estes dois bancos deixariam de pagar os hospitais e pegariam
este dinheiro para pagar as dívidas de INSS ou, no caso dos
que não devem, segurariam valores combinados para quitar
as parcelas das linhas de crédito.
O presidente da
Federação alerta, porém, que uma vez conseguidos
os créditos, seja por meio da "triangulação"junto
ao BNDS ou por meio de medida provisória, a obtenção
dos recursos isoladamente não resolverá o problema
dos hospitais. "É preciso uma contrapartida dos hospitais,
no sentido de garantir que estas verbas sejam bem-administradas
e que haja investimentos em estrutura e em pessoal".
Mazzariol Júnior
concorda, e alerta para o fato de que resolver esta situação
é de interesse também dos governos. "Só
em Campinas, por exemplo, 600 mil pessoas - ou seja, o equivalente
a 60% da população - é atendida por hospitais
particulares e filantrópicos. Se a crise se aprofundar e
estes hospitais chegarem ao extremo de fechar, o sistema público
terá de absorver estas pessoas e, como isso é impossível,
a Saúde do município entrará em colapso",
diz, acrescentando que a situação é semelhante
em grande parte das demais cidades do Estado.
Fundo
Nacional - Outra proposta que
busca resolver os problemas da Saúde é a criação
de um Fundo Nacional de Financiamento para a Saúde, proposta
por dois deputados federais. Leia
mais.
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