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Setor
Defende no Senado Criação do SESS/SENASS

Lideranças
do setor de saúde discutem criação do SESS/SENASS
Audiência
Pública realizada na última terça-feira (dia 30 de agosto), na Comissão
de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, discutiu o Projeto
de Lei 131/2001, sobre a criação do ‘Sistema S’ da Saúde. A sessão
reuniu cerca de 50 lideranças, representando diversos estados e
segmentos da saúde, que lotaram o plenário.
A
sessão foi aberta às 11 horas pelo presidente da CAS, senador Antonio
Carlos Valadares (PSB-SE), e só terminou às 14:30 horas. Diversos
senadores marcaram presença, como Augusto Botelho (PDT-RR), Ideli
Salvatti (PT-SC), Íris de Araújo (PMDB-GO), Demóstenes Torres (PFL-GO),
Eduardo Azeredo (PSDB-MG), José Maranhão (PMDB-PB), José Agripino
(PFL-RN), Lúcia Vânia (PSDB-GO), Paulo Octávio (PFL-DF), Marco Maciel
(PFL-PE) e Marcelo Crivella (PL-RJ), entre outros.
O
PLS 131/2001, de autoria do então senador Geraldo Althoff (PFL-SC),
estabelece a criação do Serviço Social da Saúde (Sess) e do Serviço
Nacional de Aprendizagem da Saúde (Senass), tal como já acontece
em outros setores da economia, como Comércio (Sesc/Senac), Indústria
(Sesi/Senai), Transportes (Sest/Senat), Agricultura (Senar) e Cooperativismo
(Sescoop).
Como
ainda não contam com seus serviços próprios, voltados à assistência
social e formação profissional de seus trabalhadores, os estabelecimentos
de serviços de saúde contribuem com 2,5% de suas folhas de pagamento
para o sistema Sesc/Senac - ligado à área do Comércio -, o que representa
uma arrecadação anual da ordem de R$ 100 milhões/ano para a Confederação
Nacional do Comércio (CNC). Porém, o que vai para os ‘cofres’ do
comércio não é revertido em benefícios para os profissionais da
área de saúde.
O
que este setor pleiteia é o redirecionamento destes recursos para
a Confederação Nacional de Saúde (CNS), que passaria a gerenciar
a aplicação dos mesmos de acordo com as demandas e necessidades
manifestadas pelos trabalhadores do setor saúde. Nesta luta, a CNS
conta com o apoio explícito de outras entidades representativas
da área, como: CNTS, CMB, FBH, Sinamge, Abramge, Sinog, Conamge
e Pastoral da Criança.
Na
Audiência Pública falaram em defesa do projeto de lei o presidente
da Frente Parlamentar da Saúde, deputado federal Rafael Guerra (PSDB-MG);
o presidente da CNS, José Carlos Abrahão e o diretor da CNTS, José
Caetano Rodrigues. Pelo comércio, falaram Luiz Gil Siuffo, Léa Maria
Sussekind (CNC) e Josias Silva de Albuquerque (Fecomércio-PE).
Primeiro
a falar, o deputado Rafael Guerra disse que a bandeira da Frente
Parlamentar da Saúde sempre foi a do fortalecimento e da unidade
do setor e que o PL 131/2001 é mais uma luta legítima do segmento.
“Este projeto é fundamental. A decisão final pode acontecer agora,
daqui a cinco ou dez anos, mas ela é irreversível. Nós, parlamentares,
não podemos enxergar a saúde como sendo comércio. São atividades
completamente distintas. Basta ver que o direito à saúde é um direito
fundamental do ser humano, enquanto o direito a uma transação comercial
vai sendo adquirido pelo cidadão ao longo da vida, como fruto do
seu trabalho”.
Ainda
de acordo com o presidente da FPS, pela lei as empresas de saúde
já tiveram esta distinção devidamente reconhecida, uma vez que não
recolhem ICMS, mas sim ISS, sendo vistos como prestadores de serviços.
“Ou seja, a própria legislação já entendeu esta diferença. O caminho
natural é que a área da saúde passe a ter suas exigências de lazer
social, educativo e recreativo, bem como suas necessidades de formação
de recursos humanos atendidas por profissionais também ligados à
saúde e não mais ao comércio”, defendeu Rafael Guerra.
Dr.
José Carlos Abrahão, presidente da CNS, lembrou que apesar de a
CNC ter sido criada em 1946, ela só começou a investir alguma coisa
em saúde em 62, sendo que as principais ações só começaram a acontecer
mesmo na década de 90, quando a CNS começou a se mobilizar em prol
da criação de seus serviços próprios. “Temos certeza de que saberemos
gerir melhor os recursos existentes e garantimos que não levaremos
os quase 20 anos que eles levaram para iniciar alguma ação na área
da saúde. Temos expertise e conhecemos as necessidades do nosso
setor e de nossos trabalhadores”. O presidente da CNS se muniu de
dados e apresentou aos parlamentares pareceres favoráveis ao PL
131/2001, emitidos pelos Ministérios da Saúde, do Trabalho e da
Fazenda.
O
relator do PL, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), disse tratar-se
de um tema extremamente complexo e de grande relevância para a sociedade.
Ele solicitou à CNC um detalhamento analítico dos números do sistema
Sesc/Senac referentes, especificamente, à área da saúde (recursos
arrecadados e investidos e de que forma) e à CNS um projeto com
as ações a serem implantadas pelo Sess/Senass, se aprovado, nos
seus primeiros três anos, bem como os orçamentos levantados pela
entidade para sua implementação.
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