AGENDA
HISTÓRICO
ATAS E DOCUMENTOS
FOTOS & RECORTES
BATE-PAPO
NR 32
SINDICATOS AFILIADOS
SAÚDE & LUTA
SALA DE IMPRENSA
LINKS
CONTATO

Vestuário será nova era da proteção solar
Cláudia Collucci
da reportagem local

A nova era da proteção solar será a das roupas e acessórios com filtro que protegem o corpo contra a radiação ultravioleta (RUV). Comum na Europa e nos EUA, o vestuário fotoprotetor começa a ganhar mercado no Brasil.

Os tecidos são previamente tratados e garantem o bloqueio de 98% dos raios UVA e UVB. As roupas mais comumente fabricadas são camisetas, shorts, maiôs, luvas, viseiras e bonés -feitas de algodão ou poliamida. Vários tipos de produtos (corantes, por exemplo) podem ser usados como fator de proteção. O polyester, por exemplo, pode ser tratado com refletor à base de cerâmica.

"Eles apresentam a capacidade de refletir, seletivamente, o calor solar determinado pelos raios infravermelhos, o que mantém a temperatura corporal agradável", explica o dermatologista Marcus Maia, da Santa Casa.

Segundo ele, as roupas comuns não são tratadas e permitem a passagem parcial, às vezes significativa, da radiação ultravioleta solar. Um tecido tratado com filtro solar pode reduzir a exposição da RUV sobre a pele em 20 vezes.

Para o médico, esse tipo de roupa pode ser indicado a pacientes que tiveram câncer de pele, esportistas e trabalhadores externos. Ele reconhece, porém, que o custo desses produtos é salgado para a maioria da população. O preço médio de uma camiseta masculina com fotoproteção, por exemplo, é de R$ 90.

Na avaliação da empresária Elaine Cristina Carneiro, que comercializa esses produtos, a relação do custo e benefício desse tipo de roupa é melhor que a do filtro solar em creme. "Imagine a quantidade de filtro que deve ser passada, várias vezes ao dia, na área que pode ser protegida pela camiseta fotoprotetora", compara.

Fatores
São vários os fatores que influenciam no tecido ou mesmo no vestuário para determinar a sua capacidade de proteção da RUV solar. O algodão protege menos do que o polyester e, este, menos do que o náilon. Por exemplo: um tecido de algodão branco oferece Fator de Proteção Ultravioleta (FPU) 7 e o polyester branco, 16.

Quanto mais apertada é a trama, menor o espaço entre as fibras do tecido e, portanto, maior o FPU. Segundo Maia, essa é a técnica que muitas empresas de tecelagens utilizam para aumentar a eficiência de um mesmo tecido na proteção contra a RUV. Existem muitos corantes que absorvem a RUV. Cores escuras, (preto, azul escuro, vermelho escuro), do mesmo tipo de tecido (trama e peso iguais) normalmente absorvem a RUV mais intensamente do que os tons pastéis. Um tecido de polyester branco tem um FPU de 16, o vermelho escuro, de 29, e o preto, de 34.