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Vestuário
será nova era da proteção solar
Cláudia Collucci
da reportagem local
A
nova era da proteção solar será a das roupas e acessórios com filtro
que protegem o corpo contra a radiação ultravioleta (RUV). Comum
na Europa e nos EUA, o vestuário fotoprotetor começa a ganhar mercado
no Brasil.
Os
tecidos são previamente tratados e garantem o bloqueio de 98% dos
raios UVA e UVB. As roupas mais comumente fabricadas são camisetas,
shorts, maiôs, luvas, viseiras e bonés -feitas de algodão ou poliamida.
Vários tipos de produtos (corantes, por exemplo) podem ser usados
como fator de proteção. O polyester, por exemplo, pode ser tratado
com refletor à base de cerâmica.
"Eles
apresentam a capacidade de refletir, seletivamente, o calor solar
determinado pelos raios infravermelhos, o que mantém a temperatura
corporal agradável", explica o dermatologista Marcus Maia, da Santa
Casa.
Segundo
ele, as roupas comuns não são tratadas e permitem a passagem parcial,
às vezes significativa, da radiação ultravioleta solar. Um tecido
tratado com filtro solar pode reduzir a exposição da RUV sobre a
pele em 20 vezes.
Para
o médico, esse tipo de roupa pode ser indicado a pacientes que tiveram
câncer de pele, esportistas e trabalhadores externos. Ele reconhece,
porém, que o custo desses produtos é salgado para a maioria da população.
O preço médio de uma camiseta masculina com fotoproteção, por exemplo,
é de R$ 90.
Na
avaliação da empresária Elaine Cristina Carneiro, que comercializa
esses produtos, a relação do custo e benefício desse tipo de roupa
é melhor que a do filtro solar em creme. "Imagine a quantidade de
filtro que deve ser passada, várias vezes ao dia, na área que pode
ser protegida pela camiseta fotoprotetora", compara.
Fatores
São vários os fatores que influenciam no tecido ou mesmo no vestuário
para determinar a sua capacidade de proteção da RUV solar. O algodão
protege menos do que o polyester e, este, menos do que o náilon.
Por exemplo: um tecido de algodão branco oferece Fator de Proteção
Ultravioleta (FPU) 7 e o polyester branco, 16.
Quanto
mais apertada é a trama, menor o espaço entre as fibras do tecido
e, portanto, maior o FPU. Segundo Maia, essa é a técnica que muitas
empresas de tecelagens utilizam para aumentar a eficiência de um
mesmo tecido na proteção contra a RUV. Existem muitos corantes que
absorvem a RUV. Cores escuras, (preto, azul escuro, vermelho escuro),
do mesmo tipo de tecido (trama e peso iguais) normalmente absorvem
a RUV mais intensamente do que os tons pastéis. Um tecido de polyester
branco tem um FPU de 16, o vermelho escuro, de 29, e o preto, de
34.
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