È muito
comum que você queira preparar uma receita de uma
amiga, ou mesmo uma receita de família e que muitas
vezes não fica igual, mesmo que você se esforce.
O que faz com que algumas pessoas preparem comidas
deliciosas, e você mesmo com a receita em mãos não
consiga repetir? Simples, como já bem disse o cantor
Roberto Carlos "Detalhes".
Tanto
na alta gastronomia como em pratos simples do dia-a-dia,
os detalhes fazem a diferença. Tenho convicção que
na culinária as dicas são muito mais preciosas do
que as receitas, pois estas encontram se em abundância
em livros, revista, folhetos e até na própria embalagem
dos produtos. Muitas vezes não damos à devida importância
a informações contidas nas receitas, como pré-aquecer
o forno, ou utilizar os ingredientes à temperatura
ambiente no preparo de um bolo.
Utilizar
os ingredientes corretos solicitados na receita
é um grande passo, pois muitas vezes faz-se substituições
"fatais" como a troca de manteiga por margarina,
(sem discutir fatores nutricionais neste momento)
devemos lembrar que a margarina contém 30 % de água
em sua composição, as do tipo light até 60%, sendo
assim, em uma massa de torta ou empadinha (chamadas
massa podre), trocar a manteiga pela margarina é
um desastre total.
Outro
engano bastante comum é o creme de leite, pois a
versão em lata é completamente diferente do creme
de leite fresco, por exemplo: para o delicioso e
calórico chantily é necessário que se utilize o
creme de leite fresco e nunca a lata, também no
preparo de pratos salgados em que o creme de leite
vai ser submetido à temperatura (fervura) é fundamental
o creme fresco, pois o em lata resultará em um creme
com aspecto talhado. Até agora citei fatores palpáveis
e de fácil entendimento, porém o que realmente faz
a diferença para o sucesso no preparo dos alimentos,
além da utilização dos ingredientes corretos como
já citamos, é o capricho e a energia empregada no
momento da execução da receita.
Capricho
porque, nada pior para os amantes da boa comida
do que observar em um prato a cebola ou o cheiro
verde picados de forma grosseira, uma maionese com
legumes cortados em cubos imensos e outros detalhes
que muitos já devem ter tido o desprazer. Para muitos
a palavra energia remete a símbolos religiosos ou
místicos, porém sabemos que todos nós somos um grande
poço de energias, boas ou ruins, e que quando canalizadas
para os alimentos estes são igualmente propagadores.
Pois
bem, imagine que uma pessoa extremamente negativa,
cheia de mágoa ou angústia prepare um alimento,
provavelmente não resultará em um prato tão atraente
e saboroso, quanto se uma pessoa otimista e positiva
o preparar. Você deve estar se perguntando onde
quero chegar? Quero afirmar que para uma comida
saborosa, não basta ir para a cozinha de qualquer
jeito, sem vontade ou mal humorada. Não dá para
preparar algo gostoso e saudável com o coração cheio
de rancor e ódio.
É por
esta razão que em geral os quitutes das avós ou
das mães são muito mais saborosos, pois são preparadas
com carinho e no intuito de agradar. Muitas vezes
lembramos do macarrão da tia, da sopa da avó, o
arroz e feijão da mãe, com muito mais vontade do
que do prato sofisticado daquele famoso restaurante.
Devemos
lembrar que o ato de alimentar, está muito relacionado
com afetividade, portanto quando elaboramos qualquer
alimento, seja um simples arroz até um sofisticado
salmão com molho de maracujá, temos que colocar
além de ingredientes de boa qualidade, capricho
no preparo e acima de tudo boas energias, depois
disso não haverá prato mais saboroso do que o seu.
Elaine
Escábia
La Belle Cuisine Assessoria e Consultoria em Alimentos
Julho/2006