1973. O mundo vive um momento
de confusão. No Chile, o general Augusto Pinochet assume o poder
por um golpe militar. Nos Estados Unidos, o governo finalmente
decide retirar suas tropas do Vietnã, dando o primeiro passo para
encerrar uma derrota humilhante na história americana. No Brasil,
os trabalhadores da Saúde vivem uma situação profissional complicada,
sofrem com falta de formação, baixos salários e acidentes de trabalho.
O país vive sob o julgo da Ditadura Militar.
O general Emílio Garrastazu
Médici comemora bons resultados no crescimento industrial de 15%,
mas já sente a ameaça da crise no petróleo que acaba de ser deflagrada
por um aumento nos preços dos barris determinado pela Organização
dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Em meio a este cenário,
um grupo de homens e mulheres de fibra decide que é hora dos trabalhadores
da Saúde se unirem além das fronteiras das cidades e regiões.
Assim, envolvendo representantes
de cinco sindicatos, é lançada a semente de uma Federação que
represente a categoria em todo o Estado. Apesar do autoritarismo
do governo, a população vive um momento de otimismo. A Copa do
Mundo de 74 se aproxima e o Brasil pode mais uma vez ganhar o
título conquistado no último torneio, em 70. Carros "modernos"
passeiam pelas ruas, como o Dodge 1800, primeiro da safra de 73
e que até foi tema de reportagem de uma revista Veja daquele ano.
Os pioneiros que decidiram fundar
a Federação sabem que só otimismo não levará a nada. É preciso
garra e muita luta para melhorar a vida dos trabalhadores da Saúde.
Assim,
no dia 17 de setembro de 1973, é fundada a Federação, uma entidade
com garra de sobra.